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PF cumpre mandados em Cuiabá e 4 Estados; propina para campanhas é alvo

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (31) a 62ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa mira o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais.

A TV Globo apurou que o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, é um dos alvos, mas até as 8h45 ainda não tinha sido localizado. Segundo a investigação, o Grupo Petrópolis teria auxiliado a Odebrecht a pagar propina através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior.

De acordo com a PF, foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. Até as 8h45 desta terça-feira, três pessoas tinham sido presas.

Os mandados são cumpridos em Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo/SP; Cuiabá/MT; Cassilândia/MS; Petrópolis e Duque de Caxias/RJ; e Belo Horizonte/MG. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR.

O grupo Petrópolis é dono de marcas de cerveja como Itaipava, Crystal, Lokal e Petra, além do energético TNT. O grupo tem sete fábricas em cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Mato Grosso. O G1 entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas não teve resposta.

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A suspeita, segundo a PF, é que, em troca, offshores relacionadas ao Grupo Odebrecht no exterior transferências de valores para o Grupo Petrópolis fora do Brasil.

A informação da Polícia Federal é que um executivo da Odebrecht afirmou em delação premiada que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outurbo de 2008 a junho de 2014.

Em setembro de 2017, Walter Faria entregou à Polícia Federal planilhas com informações sobre repasses da empresa a políticos a pedido da Odebrecht.

Estas doações resultaram em uma dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a cervejaria. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

Os investigadores apontam ainda que um dos investigados usou o programa de repatriação de recursos de 2017 para trazer ao Brasil, de forma ilegal, R$ 1,4 bilhão que foram obtidos por meio do esquema.

Os mandados são cumpridos pela PF em 15 cidades diferentes e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A nova fase foi batizada de Rock City.

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Preso acusado de recrutar menores para o tráfico de drogas

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Um traficante responsável pela venda de drogas na região do bairro Parque das Nações em Várzea Grande foi preso pela Polícia Civil. A ação resultou ainda na apreensão de um adolescente, de 15 anos, que auxiliava a atividade ilícita e na condução de uma pessoa por uso de drogas.

As investigações que levaram à prisão do suspeito, Joeber Kalisto do Carmo Costa, 32, conhecido como “Gordo”, iniciaram após a equipe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) receber informações de ele seria o responsável por fomentar o tráfico de drogas no bairro Parque das Nações. A prisão aconteceu na tarde de quarta-feira (7).

Durante monitoramento da região, os policiais conseguiram confirmar a veracidade da denúncia, constatando grande movimento de pessoas na residência do investigado, possivelmente para a aquisição de entorpecentes. Ainda segundo as investigações, o suspeito utilizava uma motocicleta para fazer entrega de entorpecentes e também recrutava menores de idade para auxiliá-lo na prática ilícita.

Após trabalho de vigilância, os policiais da DRE realizaram a abordagem do traficante no momento em que ele fazia uma comercialização de entorpecentes em frente a sua residência. Em revista pessoal, foi encontrado em poder do usuário uma porção média de maconha, a qual foi entregue pelo suspeito.

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Em buscas na residência, foram apreendidas mais duas porções grandes de maconha e uma porção de pasta base de cocaína, além de três aparelhos celulares e uma motocicleta Honda Titan. Durante as buscas, o menor V.H.O.C. chegou a residência e questionado, confessou que auxiliava o traficante nas vendas, recebendo uma porcentagem do valor e “agrados” em entorpecentes para consumo próprio.

Em continuidade as diligências, os policiais apreenderam em um terreno ao lado da casa do traficante, uma sacola com 7 porções de maconha que deveriam ser vendidas pelo adolescente. Na residência do menor, os policiais encontraram mais uma porção de maconha escondida em cima do guarda-roupas.

Questionado pelos policiais, o traficante ainda indicou outra residência de sua propriedade, no bairro Parque Paiaguás, onde estariam guardados mais entorpecentes. No imóvel, desabitado e sem mobílias, foram apreendidas mais porções de maconha e apetrechos relacionados ao tráfico.

Diante das evidências, Joeber foi conduzido a DRE, onde após ser interrogado foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. O adolescente também foi conduzido e responderá pelo ato infracional análogo ao tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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O usuário conduzido assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por uso de drogas. (Com informações da assessoria)

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MPE lamenta “caminho errado” e investiga 2 delegadas por improbidade de MT

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O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira decidiu aditar na semana passada a denúncia já existente contra o ex-secretário da Casa Civil no governo Pedro Taques, Paulo Taques por ter idealizado e coordenado um esquema de escutas telefônicas ilegais contra Tatiane Sangalli Padilha e Caroline Mariano. Ele também encaminhou cópia da decisão ao promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho para avaliar a prática de improbidade administrativa, uma vez que os atos criminosos foram praticados quando Paulo Taques ocupava o cargo de secretário de Estado.

A decisão do procurador-geral foi protocolada na 7ª Vara Criminal da comarca de Cuiabá. Em outro despacho, também protocolado na 7ª Vara Criminal, o procurador-geral José Antônio Borges Pereira encaminha os autos ao promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho para analisar a ocorrência de prática de improbidade administrativa eventualmente praticada pelas delegadas Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino e Alana Derlene Sousa Cardoso, por terem, agindo sob influência de Paulo Taques – que criou a versão de que haveria um plano, comandado pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro, de promover atentado contra a vida do governador Pedro Taques e do próprio secretário –, incluído os números dos telefones de Tatiane Sangalli Padilha e Caroline Mariano. Paulo Taques tentou incluir também o telefone do jornalista José Marcondes Muvuca para também ser grampeado, mas as delegadas se recusaram a fazê-lo.

O procurador, porém, decidiu por manter o arquivamento do inquérito policial contra as duas delegadas, por não haver elementos probatórios

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de uma eventual prática criminosa. Em sua decisão, o procurador-geral aponta Paulo Taques como o mentor e responsável direto pela montagem do esquema de escutas ilegais para atender seus interesses pessoais e políticos, inventando uma “história cobertura”.

Ou seja, da suposta possibilidade de atentado contra si próprio e o então governador Pedro Taques, para convencer autoridades policiais a “grampear” os telefones de Tatiane, Caroline e Muvuca. Com o aditamento da denúncia, Paulo Taques foi incurso também nas sanções do artigo10 da Lei nº 9.296/96 (duas vezes em concurso formal – Tatiane e Caroline) e art. 339 do Código Penal (duas vezes em concurso formal – Tatiane e Caroline), combinado com o art. 69 do Código Penal.

CAMINHO

Já com relação às delegadas Alessandra e Alana, José Antônio Borges Pereira entende que ambas, convencidas pelos argumentos de Paulo Taques e “na ânsia de apurar a suposta ameaça, utilizaram-se do caminho errado, afastando-se da devida lealdade ao Poder Judiciário e ao Ministério Público esperada de quem exerce o relevante cargo de Delegado de Polícia”, por terem incluído os telefones das vítimas numa relação de telefones grampeados de outra operação policial (Operação Pequi/Querubim, que investigava as organizações criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital). Agindo dessa forma, teriam induzido o Poder Judiciário e o Ministério Público a erro.

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Pela suposta prática de improbidade administrativa elas seriam incursas no art. 11, caput da Lei nº 8.429/92. O procurador, porém, decidiu por manter o arquivamento do Inquérito Policia contras as duas delegadas, por não haver dolo específico necessário para configurar o crime do art. 10 da Lei 9.296/96.

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