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Sexta-Feira, 01 de Março de 2019 10:00

Em visita, secretário de Saúde anuncia contratação emergencial de 40 profissionais para hospital de MT em crise

Hospital Regional de Sorriso tem enfrentado constante, com paralisação de funcionários por falta de pagamento de salários, suspensão de cirurgias e falta de itens básicos para o atendimento.

Em visita ao Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nessa quinta-feira (28), o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, anunciou a contratação de 40 profissionais para atender a demanda da unidade de saúde, que já suspendeu o atendimento por várias vezes por falta de verba para a continuidade das atividades.

Em 2018, o governo do estado decretou situação de emergência no Hospital Regional de Sorriso e em outras seis unidades de saúde de responsabilidade do estado. Cerca de dois meses depois todas as cirurgias eletivas foram suspensas por falta de pagamento de salários de profissionais e de insumos para os atendimentos. E desde então a situação tem sido caótica e o atendimento, precário.

"Esse é um hospital que tem uma deficiência de pessoal e nós já autorizamos a realização de um processo seletivo para fazer uma reposição daquelas áreas que são as mais necessárias dentro de um hospital", disse.

O secretário afirmou que o objetivo da visita é identificar os problemas de cada hospital e verificar o perfil dos pacientes e das especialidades atendidas, para então elaborar um relatório que será apresentado ao governador Mauro Mendes (DEM), a fim de melhorar o atendimento de saúde pública do estado e elaborar o Plano Plurianual que prevê as metas do estado para os próximos quatro anos.

Ele disse que não conhecia o hospital regional de Sorriso e que nos primeiros meses à frente da Secretaria de Saúde quer conhecer a realidade do setor in loco.

A grande dificuldade, de acordo com Figueiredo, é promover o equilíbrio financeira, já que a dívida deixada pelo governo Pedro Taques foi de R$ 500 milhões só na área da saúde. "Não temos condições para sanear todos os débitos existentes ou sequer para pagar em dia as dívidas do momento, e isso é algo que vamos resolver de médio e curto prazo, mas tem necessidades que são imperativas e emergenciais que precisam ser adotadas", explicou.

O custo operacional da área da saúde do estado é de R$ 80 milhões ao mês. No entanto, diante da crise, o custo tem sido menor. Em janeiro, foi de R$ 20 milhões e em fevereiro está estimado em R$ 50 milhões, segundo ele.

"Para que a gente chegue no ponto de equilíbrio de conseguir pagar as despesas dentro do mês, nós ainda vamos ter que fazer um sacrifício grande. Depois que isso for equacionado é que provavelmente o governo do estado vai ter condições de fazer novos investimentos", pontuou.

Fonte: Por Bruno Bortolozo, TV Centro América

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